Contribuindo para o controle do colesterol sérico, as estatinas são drogas amplamente usadas no tratamento das dislipidemias, por isso é fundamental que o médico conheça o assunto. Recentemente, a American Heart Association (AHA) publicou a nova Diretriz para Manejo do Colesterol Sérico. Neste texto, destacaremos as principais atualizações sobre o uso das estatinas no controle do colesterol sérico.

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  • Grupos de risco

     Os seguintes grupos apresentam considerável risco cardiovascular e apresentam maior benefício no uso das estatinas para o controle do colesterol sérico:

- Quadro clínico de doença cardiovascular aterosclerótica (DCVA): pacientes com quadro atual ou episódio prévio de Síndrome Coronariana Aguda, IAM, angina estável ou instável, AVC, entre outros;

- Elevação primária de LDL-C ≥ 190 mg/dL;

- Diabetes Mellitus e LDL-C entre 70-189 mg/dL, com idade entre 40 e 75 anos;

- Sem quadro clínico de DCVA ou Diabetes Mellitus, porém com LDL-C entre 70-189 mg/dL e risco estimado de DCVA nos próximos 10 anos ≥ 7,5%.

     Destacamos que, além da introdução das estatinas, é fundamental que a hipercolesterolemia seja tratada com mudanças nos hábitos de vida. A Diretriz reforça a importância da dieta balanceada, controle do peso e prática de atividade física.

  • Drogas hipolipemiantes – visão geral

     Em casos mais graves, podemos associar outras drogas hipolipemiantes ao tratamento, como ezetimiba, sequestradores de ácidos biliares e inibidores da PCSK9. As estatinas, no entanto, seguem como pilar do tratamento farmacológico e são foco deste texto.

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  • Estatinas

     A intensidade do tratamento da hipercolesterolemia com estatinas é dividida em 3 categorias, de acordo com a expectativa (e necessidade) de redução dos valores de LDL-C:

- Alta intensidade: redução de LDL-C estimada em > 50%;

- Moderada intensidade: redução de LDL-C estimada entre 30-50%;

- Baixa intensidade: redução de LDL-C <30%.

     A droga e a dosagem a serem utilizadas deve ser individualizada, dependendo diretamente da dosagem de LDL-C do paciente e do alvo terapêutico a ser alcançado. A tabela a seguir revela as opções terapêuticas para cada caso:  

       

     Em breve, discutiremos mais sobre as atualizações dessa nova diretriz, fique ligado!

 

Referências:

  1. AHA/ACC/AACVPR/AAPA/ABC/ACPM/ADA/AGS/APhA/ASPC/NLA/PCNA guideline on the management of blood cholesterol: a report of the American College of Cardiology/American Heart Association Task Force on Clinical Practice Guidelines. Journal of the American College of Cardiology, v. 73, n. 24, p. e285-e350, 2019.