Todo profissional da área médica já estudou ou já atendeu algum paciente que possuía a Doença de Graves. Porém, com o passar do tempo, é natural que novos métodos diagnósticos apareçam e acabamos ficando desatualizados. Pensando nisso, a Faculdade CENBRAP, planejou este texto para você entender de uma vez por todas a conduta mais atual da Doença de Graves, que é a principal causa de hipertireoidismo. Sendo assim, é imprescindível que você estude e se atualize.

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Afinal, como é o paciente com a Doença de Graves e quais os sintomas?

  • - O sexo feminino chega a ser 9 vezes mais afetado que o sexo masculino.
  • - O pico de incidência ocorre entre 20-50 anos 
  • - O bócio está presente e é difuso e simétrico a palpação
  • - A protusão dos olhos está presente em cerca de 30% dos pacientes 
  • - O paciente apresenta nervosismo e dificuldade para controlar as emoções
  • - Nas mulheres: pode ocorrer amenorréia ou oligomenorréia
  • - Insônia, cansaço e estresse, também são queixas comuns
  • - A pele está mais quente e úmida e o paciente nota queda mais acentuada dos cabelos.

 

Diagnóstico da Doença de Graves: 

Quais os exames que devo solicitar?

  • - TSH
  • - T3 e T4 Livre
  •  -  Anti-TPO
  •  -  Anti-Tg
  •  -  TRA b

 

*Altos valores de TRAb em pacientes hipertireóideos é altamente específica para a Doença de Graves. Veja no quadro a seguir os valores médios para diagnóstico das principais doenças autoimunes da Tireóide: 

                                            

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*RAIU/24h - Captação do Iodo Radioativo nas 24h - Ou seja, cintilografia que mostra bócio difuso hipercaptante, faz da Doença de Graves a principal hipótese diagnóstica. No quadro a seguir também está evidenciado a importância do domínio dos achados clínicos:

                       

 

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Tratamento:

     A Doença de Graves requer um seguimento prolongado dos pacientes uma vez que esta doença possui curso prolongado de exacerbações e de remissão espontânea. Duas opções principais de drogas antitireoidianas são as mais utilizadas: o Metimazol e o Propiltiouracil e as suas vantagens e mecanismos de ação estão especificados na tabela a seguir:

                                     

Considerações importantes:

  • - É necessário um cuidadoso ajuste da dose para controlar o hipertireoidismo e evitar o hipotireoidismo! Então, comece com doses de metimazol entre 10 e 30mg/d - dependendo da gravidade.
  • - Existe um potencial para não adesão ao tratamento no decorrer do tempo. Seja um médico presente na vida de seus pacientes.
  • - A Doença de Graves é uma doença autoimune, então, apesar de ser visto com maior frequência no sexo feminino, como já anteriormente dito, esta doença pode se manifestar em qualquer sexo e em indivíduos de qualquer faixa etária. 

 

Pronto! O essencial da Doença de Graves está aqui! Fique atento no blog da Faculdade CENBRAP para mais textos com o foco nas várias manifestações e acometimento endocrinológicos.

 

 

Referências:

  1. Diretrizes clínicas práticas para o manejo do hipotireoidismo, Arquivos Brasileiros de Endocrinologia e Metabologia, 2013.
  2. Endocrinologia Clínica 6ª edição , 2016 Vilar, Lúcio.